segunda-feira, 27 de abril de 2009

Lideranças buscam adesão dos prefeitos ao protesto da UPB.

Verdadeira operação de guerra foi desencadeada por opositores e, também, aliados do governo Wagner para a mobilização rumo à Governadoria, que acontecerá nesta terça, dia 28, em protesto contra a crise nos cofres das prefeituras depois da queda dos repasses do FPM (Fundo de Participação dos Municípios). A mobilização esteve na pauta de conversa entre aliados e entusiastas do movimento – o deputado federal ACM Neto (DEM), o prefeito João Henrique (PMDB) e o senador César Borges (PR), que estiveram juntos neste domingo, 26, no município de Saúde, no Encontro Educacional promovido pelo prefeito Antonio Fernando (PRP). O assunto foi tema de pronunciamentos durante o evento, que reuniu ainda prefeitos e lideranças como o senador Cristovam Buarque (PDT), o deputado federal Severiano Alves (PDT) e o ex-governador Paulo Souto (DEM).

A marcha dos prefeitos, organizada pela União dos Municípios da Bahia (UPB), entidade liderada pelo PMDB, já é apontada como um ensaio da conformação de um bloco de adversários do governador Jaques Wagner em 2010. A reunião, ontem, no mesmo palanque de representantes do DEM, PMDB, PDT e PR demonstra claramente esta proposição. Especialmente com a presença do senador Cristovam Buarque, pré-
candidato do PDT à presidência da República.
“O encontro aconteceu em torno de duas pautas: a
educação e a defesa dos municípios”, comentou ACM Neto. Ele defende que a mobilização não é um ato contra o governo, mas em defesa dos municípios. Mesmo assim, não deixa de criticar o governo. “Ao tentar boicotar a mobilização, o governo do PT mostra não só o medo de enfrentar as queixas dos prefeitos, como o pouco respeito deste governo com os problemas enfrentados pelas prefeituras com a crise mundial“, alfinetou. O secretário de Relações Institucionais do governo, Rui Costa, não foi encontrado pela reportagem de A TARDE para comentar as declarações do deputado.

Em nota publicada à imprensa, o presidente do PT, Jonas Paulo defende que o PT se afaste da aliança com o PMDB. "Estranho as notícias de que um ministro de Estado esteja incentivando uma manifestação contra o governo do presidente Lula", disse, referindo-se ao ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, que defende a mobilização dos prefeitos.

Articulação – A operação pró-mobilização se dá, sobretudo, nos contatos com aliados visando arregimentar o maior número possíveç de adesões no protesto que será no dia em que Wagner chega de viagem internacional. João Henrique (PMDB) também manifestou, ontem, apoio à mobilização articulada pelo peemedebista e presidente da UPB, Roberto Maia, prefeito de Bom Jesus da Lapa. Já ACM Neto confirmou que conversou reservadamente com João sobre as eleições de 2010. “É evidente que o prefeito é um
ator importante nas alianças e que sua presença conosco no palanque tem um efeito simbólico grande”, disse. Esta foi a primeira viagem política do prefeito de Salvador ao interior após ser reeleito.

Fonte: A Tarde

Comunidades cobram espaço para prática de esportes.

No bairro de Vila Canária, que fica na região de Pau da Lima, em Salvador, a única área de lazer pública é o campinho de futebol. Sem alambrados, arquibancada ou vestiário e localizado em um pequeno morro, tem apenas duas traves. Este cenário de abandono das praças esportivas é comum em pelo menos quatro bairros da periferia da cidade.


Além do bairro de Vila Canária, uma equipe de reportagem de A TARDE percorreu Castelo Branco, Uruguai, São Cristóvão e Mussurunga – um total de duas quadras e cinco campos –, depois que moradores deste último denunciaram que um esgoto doméstico estava invadindo o campo dos setores A e B, levando à suspensão de jogos nos fins de semana. “Aqui virou um mangue”, reclamou o morador Geosivaldo Clemente. Nestes locais, quando existem, os alambrados estão furados, as traves enferrujadas, e matagal e lixo se espalham pelo campo de terra.


O abandono dos espaços esportivos de Salvador está acontecendo em bairros onde o aumento da criminalidade preocupa. Em 2009, apenas Castelo Branco não registrou mortes violentas de jovens com idade abaixo de 30 anos, seja por homicídio ou por auto de resistência – em confronto com a polícia.


Morreram vítimas da criminalidade cinco jovens em São Cristóvão, cinco no Uruguai, um em Vila Canária e um em Mussurunga. Dentre eles, três tinham menos de 18 anos. A existência de espaços para práticas esportivas e outras atividades de lazer é considerada por educadores e pesquisadores como um fator fundamental para diminuir as chances de crianças e adolescentes entrarem no crime.


“É importante haver áreas que permitam atividades de lazer, sobretudo esportes. Percebe-se que mesmo para crianças e jovens em situação social de risco, as atividades trazem benefícios”, afirma a educadora Iara Dulce Ataíde, professora titular da Universidade Estadual da Bahia (Uneb), autora do livro Decifra-me ou Devoro-te, fruto do seu trabalho com meninos de rua.


Projetos – Nos quatro bairros, as associações desportivas continuam tentando buscar junto à prefeitura apoio para fazer melhorias nos campos: instalação de arquibancadas, vestiários, alambrados, refletores, traves novas, além de construção de centros poliesportivos.


Em Mussurunga, São Cristóvão e Castelo Branco há pelo menos quatro anos professores de educação física deram entrada em projetos que buscam melhorias para as áreas esportivas na prefeitura. As promessas não se cumpriram após a campanha eleitoral, segundo eles. Fora da agenda política, os projetos caíram no esquecimento e nunca saíram do papel.


Cobrança – Em 19 de março de 2005, o então recém-eleito prefeito de Salvador, João Henrique, esteve no Estádio Metropolitano de Mussurunga, nome dado ao campo onde funcionam três escolinhas de futebol, inclusive uma turma feminina. Segundo Eunápio de Souza, presidente da Liga Desportiva de Mussurunga, que administra o campo, o prefeito prometeu recuperar o espaço. Desde então, Eunápio cobra sucessivamente a reforma ao governo municipal, como ele comprova com documentos.


Em 2006, ele enviou solicitação de reforma para o então secretário municipal de Esportes e Lazer, Paulo Meira, lembrando que o prefeito tinha assumido um compromisso. Em agosto de 2007, reforçou o pedido e em junho de 2008 tornou a reivindicar melhorias ao ex-secretário de Esportes, Entretenimento e Lazer, Acelino Popó Freitas. “Prometem mas nunca vem”, reclama.
Os líderes comunitários buscam recursos junto à comunidade e a parceiros da iniciativa privada. Já a Prefeitura de Salvador conta com escassos recursos para o esporte e não está articulada para criar projetos de restauração das praças esportivas da capital. A Secretaria de Esportes, Lazer e Entretenimento foi incorporada à Secretaria de Educação, como Coordenadoria de Esporte e Lazer (Coel).


A Coel encontra-se sem orçamento definido e sem saber o número de campos existentes na cidade. “A verba não foi fechada, depende da Câmara de Vereadores”, disse o coordenador da Coel, Ricardo Moura. A Câmara de Vereadores ainda não votou a questão. Moura disse que vai levantar o número de praças esportivas e começar a receber propostas. “Algumas devem virar centros esportivos. A maioria precisa de reparos”, disse.



Fonte: A Tarde

domingo, 26 de abril de 2009

Confira imagens 'bizarras' que desafiam o Photoshop.

É difícil acreditar, mas as imagens desta galeria não sofreram retoques.Coletânea 'bizarra' foi publicada pelo site 'chilloutpoint.com'.



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Corregedor à espera da denúncia formal.

Depois de duas escorregadas - quando se descobriu que ele também usou passagens aéreas da sua cota para financiar viagem da esposa (o que não é ilegal, já se disse, mas…) e quando declarou que, com tantas denúncias, a imprensa estaria querendo fechar o Congresso - o corregedor da Câmara dos Deputados, ACM Neto (DEM-BA), adotou um tom mais firme no episódio e afirmou que a participação de parlamentares em esquema de venda de passagens (este é o mais novo escãndalo) configura quebra de decoro, o que poderia resultar em cassação de mandato.

ACM Neto defende a investigação da denúncia, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, de que pelo menos três gabinetes de deputados repassavam passagens aéreas para uma agência de viagens. “O assunto é muito grave porque a comercialização de passagens é incompatível com os procedimentos da Casa. Se for comprovada a participação de parlamentares e o envolvimento deles em venda de passagens configura quebra de decoro”, disse o corregedor.
Embora considere o assunto grave e diga que não pode passar despercebido pela Câmara Federal - até porque, neste caso, é crime vender ou levar vantagens financeiras usando a cota de passagens - o deputado baiano diz que não vai tomar nenhuma iniciativa para a apuração do caso. E tem uma explicação simples: a Corregedoria só pode atuar quando é convocada para fazê-lo, por iniciativa de algum deputado ou da Mesa da Câmara.

Mas, será que, como deputado, ele não poderia tomar a iniciativa, já que tem uma posição tão firme sobre o assunto?
Fonte: A Tarde

Enem propõe educação em novo rumo.

O novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) é uma incógnita para estudantes e professores baianos, que, além de contarem com um repaginado termômetro de aprendizado, serão apresentados ao primeiro vestibular unificado do País. Pelo menos até 3 de outubro. A pouco mais de cinco meses do exame, educadores se atêm ao dilema: preparar estudantes para uma prova que nem eles, professores, conhecem.
A adesão da Universidade Federal da Bahia (Ufba) só aumenta a expectativa. Há duas semanas, o reitor Naomar de Almeida Filho anunciou que, já no próximo ano, a Ufba terá o Enem como processo seletivo dos bacharelados interdisciplinares, e que em 2011 a novidade deve se estender aos cursos tradicionais.
Antes mesmo da aprovação do Consepe – conselho universitário formado por 48 membros, a quem caberá decidir se a universidade optará, ou não, pelo vestibular unificado –, o reitor adiantou detalhes como uma possível segunda fase anexada, elaborada pela Ufba. Entre pedagogos e diretores de escola, é unânime a necessidade de uma avaliação que exija conhecimento, raciocínio e interdisciplinaridade, fazendo frente ao atual “decoreba” a que se propõe a maioria dos vestibulares.
Até que se prove o contrário, esta é a proposta do novo Enem, que avaliará os estudantes em maior tempo (dois dias ao invés de um) e propõe uma maratona de 200 questões, contra as 63 das edições anteriores. Fora, decoreba – “O maior problema da Ufba, hoje, é a quantidade de conteúdo exigida. Quanto mais assuntos, menos você tem condições de aprofundar o ensino”, avalia Paulo Rocha, diretor do Colégio Integral, que julga desnecessária a absorção de informações as quais “o estudante decora e joga fora depois da prova”. Para o educador, que coordena turmas de ensino médio e cursinho, a mudança é positiva também porque distancia do Enem o estigma de prova de autoavaliação.
De fato, com o vestibular unificado findará a exaustiva maratona imposta por cursinhos, onde chegam às dezenas o número de módulos e aulas especiais voltadas para este ou aquele vestibular. Mas nem todos concordam que ele trará menos sobrecarga. “Não pense que fazer uma prova que exige mais competências seja mais fácil. Nós vamos ter mais trabalho para preparar os estudantes, desenvolver habilidades diferentes”, adverte Lurdinha Viana, diretora do Colégio Oficina.
À frente de turmas de cursinho e 3° ano, Lurdinha e outros tantos educadores têm o desafio de estrear – e certamente “adivinhar” – o novo modelo de avaliação. “Há muitas perguntas que o projeto ainda não responde, e a minha é: a Ufba vai promover seminários de formação para que escolas públicas e privadas conheçam o novo processo seletivo?”, questiona, enquanto vislumbra a rede pública em desvantagem na corrida pelo melhor preparo. Corrida – A professora Lurdinha explica que os alunos do Oficina – 2° colocado de Salvador no Enem 2007 – serão treinados sob a “matemática” do raciocínio versus tempo, já que resolverão 100 proposições por dia, além de redação. Sabe-se que as questões podem exigir conhecimento de uma, duas ou três disciplinas diferentes, e que a prova, elaborada pelo Instituto Nacional de Ensino e Pesquisas Educacionais (Inep), supõe uma linha de raciocínio mais próxima do que já é aplicado no Sudeste do País. Conteúdos regionais, em disciplinas como história ou literatura, não serão mais pauta do pré-vestibular. “Eu considero uma perda, mas não acredito nesta proposta como um modelo definitivo e pronto, até porque ainda está em discussão. Não deveria ser travado apenas no plano político, dos reitores e ministérios. Não nos esqueçamos que a proposta parte de entidades do Sudeste, dentro de um país com uma diversidade cultural como a nossa”, diz a professora. Dúvidas – O primeiro avanço do Inep em esclarecer dúvidas restringiu-se, pelo menos em Salvador, à Reitoria da Ufba, onde há uma semana foi apresentado o seu modelo de vestibular unificado ao Consepe.
Nas esferas do ensino médio, dúvidas pairam sobre cabeças angustiadas: matemática e biologia estarão na prova, certamente. Mas como saber se trigonometria, taxonomia ou biologia molecular são assuntos que merecem ser revisados?

“Tudo ainda é nebuloso; para nós, o projeto ainda não está muito claro”, avalia Telma Barreto, diretora do Colégio São Paulo. Ela se diz tranquila por um detalhe: a maioria de seus alunos não optará pelos bacharelados interdisciplinares, o que lhe dá uma “folga” de mais um ano até o exame ser testado. “Mas a proposta é positiva, até porque não tira a autonomia das universidades”.

Dentre o emaranhado de perguntas sem respostas, uma certeza. A de que o vestibular não acabou, apenas mudou de nome e conceito. Continuarão no topo os alunos melhor preparados, e nas universidades de excelência, aqueles que vieram de boas escolas. Só a concorrência sofrerá algum impacto: em tese, porque para os melhores cursos, concorre o Brasil inteiro.
Fonte: A Tarde

Bob Marley

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sábado, 25 de abril de 2009

Recebi por e-mail o Curriculo de Dilma Vana Rousseff Linhares - Ministra da Casa Civil

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| 2008 |